Perdeu um dente no fundo da boca e ele não aparece? Veja por que você deve repor com implante
- Dr. Felipe

- 18 de ago.
- 3 min de leitura
Na consulta de avaliação como especialista em implantodontia na Odonto Delgado, é frequente ver pacientes negligenciarem a perda de um dente posterior (molar ou pré-molar). A justificativa costuma ser: "Doutor Felipe, como fica lá no fundo e ninguém vê quando eu sorrio, não vejo necessidade de colocar implante agora."
Essa visão desconsidera a arquitetura funcional do sistema estomatognático. A perda de um único elemento dental deflagra um processo colateral de desorganização oclusal e reabsorção tecidual.
A resposta curta é: a ausência de um dente posterior provoca a movimentação dos dentes vizinhos, reabsorção do osso alveolar e colapso da dimensão vertical da mastigação.

O efeito dominó da perda de um dente posterior
Quando um dente da região posterior é extraído e não e reabilitado imediatamente com um implante osteointegrado, ocorrem quatro processos degenerativos:
Extrusão do Dente Antagonista: O dente da arcada oposta que fazia contato com o dente perdido começa a "descer" ou "subir" em busca de contato. Esse processo expõe a raiz do dente vizinho, gerando sensibilidade e mobilidade.
Inclinação dos Dentes Adjacentes: Os dentes ao lado da falha pendem para o espaço vazio. Essa inclinação cria nichos de retenção de alimento, impossibilita a higienização e causa perda óssea focal.
Reabsorção Óssea Alveolar: O osso maxilar necessita de estímulo mecânico (carga mastigatória) para se manter estruturado. Sem o dente, o organismo reabsorve o volume e a espessura óssea daquela região mês a mês.
Sobrecarga da Articulação (ATM): Sem os molares para suportar a carga pesada da trituração dos alimentos, a força mastigatória é transferida para os dentes anteriores, provocando desgastes prévios e dores articulares.
A instalação de um implante de titânio funciona como uma raiz artificial, devolvendo o estímulo mecânico ao osso, travando a movimentação dos dentes adjacentes e restabelecendo a eficiência da mastigação.

Perguntas Frequentes sobre a Reposição de Dentes Posteriores
1. Quanto tempo após a perda do dente posterior posso colocar o implante?
O ideal é o planejamento imediato ou em até 3 meses pós-extração para preservar a arquitetura óssea. A demora prolongada pode exigir enxertos ósseos prévios devido à reabsorção fisiológica do osso.
2. O implante posterior suporta a mesma força mastigatória de um dente natural?
Sim, o implante osteointegrado possui excelente resistência biomecânica para suportar forças de trituração. Os materiais como o titânio e a zircônia são projetados para responder com eficiência à carga oclusal dos molares.
3. A ausência de um molar pode mudar o formato do meu rosto?
Sim, a perda de elementos posteriores reduz a dimensão vertical de oclusão, aprofundando marcas de expressão. Isso causa o encurtamento do terço inferior da face e acentua o sulco nasogeniano ("bigode chinês").
Perdeu um dente e precisa repô-lo? Não demore!
A perda de um dente posterior pode até parecer inofensiva por não afetar diretamente a estética do seu sorriso frente ao espelho, mas os prejuízos para a sua mastigação, para o osso maxilar e para a posição dos outros dentes são contínuos. Adiar a reposição apenas torna o tratamento futuro mais complexo e custoso.
Se você perdeu um dente no fundo da boca e deseja restabelecer a saúde e a funcionalidade da sua mastigação com total segurança e tecnologia, faça uma avaliação conosco na Odonto Delgado, na Zona Norte de São Paulo. O Dr. Felipe Delgado e nossa equipe estão prontos para planejar o seu implante com máxima precisão digital.




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